Hoje voltei a treinar Jiu-jitsu, depois de quase três sem anos sem vestir o kimono. Vou voltar a treinar com frequência, decidi voltar e agora pretendo transformar o esporte em hábito. Comecei a correr. Reencontrei os pesos que tinha e comecei a fazer alguns exercícios.
É muito engraçado perceber que estou começando a sair de uma vida sedentária e baseada em hábitos alimentares não saudáveis. Vida regrada a Coca-cola, hambúrguer e ketchup. Isso às dez ou onze da noite. Pra depois passar a madrugada estudando, acordar tarde (lá pras doze da tarde), almoçar só lá pras quatro horas da tarde, estudar mais, ir pra faculdade de noite, e recomeçar a minha vida. Meus dias parece que começavam às dez horas da noite.
Engordei bastante por causa disso (claro, óbvio). E agora quero em seis meses voltar a pesar 70Kg, e perder toda a barriga. É uma questão de esforço e tempo. Vou precisar me alimentar melhor, dormir cedo e acordar cedo, correr e treinar de segunda a sexta, evitar cerveja (que fazia parte de minha vida nos fins de semana, e que contribuiu bastante para o processo de engordamento).
Acho engraçado porque eu cheguei em casa hoje cansado que só a porra, me olhei no espelho e pensei: um dia de cada vez. Hahahaha. Parece que estou em reabilitação.
Foi muito bom reecontrar meus amigos do Jiu-jitsu, e ver todo mundo ali com novas faixas na cintura, treinando forte como sempre, e sempre receptivos.
Hoje voltei a treinar Jiu-jitsu.
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Hoje.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Deixa sujar.
Todo lixo que se come,
toda merda que se expele,
dejetos industriais pós-modernos
contemporâneos desde a idade antiga.
Anfetaminas que consumo,
a cafeína que injeto,
a fumaça inalada,
o meu sangue já não vale nada.
Deixa, deixa sujar.
Os hormônios indiretos,
agrotóxicos vermelhos,
o feijão alucinógeno,
só me alimento de sintéticos.
Os insumos venenosos,
o remédio da pressão,
a cerveja destilada,
o meu sangue já não vale nada.
Deixa, deixa sujar.
toda merda que se expele,
dejetos industriais pós-modernos
contemporâneos desde a idade antiga.
Anfetaminas que consumo,
a cafeína que injeto,
a fumaça inalada,
o meu sangue já não vale nada.
Deixa, deixa sujar.
Os hormônios indiretos,
agrotóxicos vermelhos,
o feijão alucinógeno,
só me alimento de sintéticos.
Os insumos venenosos,
o remédio da pressão,
a cerveja destilada,
o meu sangue já não vale nada.
Deixa, deixa sujar.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Simples filosofia de Pablo.

O "Simples filosofia" é o livro que eu queria ler há muito tempo. É um livro que tem sabor natalense, potiguar, uefierrenista (UFRNista). Que me faz recordar as árvores do Setor II do Campus (ocupado por loucos da filosofia, sociologia, psicologia, e outras tantas "ias"). É um livro agradável de ler, mesmo tratando dos temas mais insanos e obscuros.
Há muito tempo queria ter em minhas mãos um livro desses, que me falasse de filosofia e de música. Que comentasse algo sobre o The Dave Brubeck Quartet para depois falar sobre religião. Um texto que tivesse a ousadia de escrever sobre a natureza humana e terminar citando a seguinte tirada de Montaigne: “Mesmo no mais elevado trono do mundo, continuamos sentados sobre nossos cus”.
Um livro que eu tivesse vontade de contar a todo mundo que existe, que eu vou emprestar para muita gente. Um livro que eu sei que outras pessoas também procuram, e que tive a sorte de encontrar.
Para não deixar de fazer alguma crítica ao livro, há duas coisas que não poderia deixar de comentar. O livro não tem sumário. Apesar de não ser um livro acadêmico, às vezes um sumário é bom pra gente se localizar no livro quando quer reler especificamente algo que a gente lembra que está no livro mas não sabe onde. Pelo sumário a gente tem ideia de onde está o danado daquele texto, daquela frase, daquela citação que a gente quer ler de novo. Outra coisa que vale comentário: os textos ficam fazendo referências dos outros já passados, como se entre um texto e outro desse pra esquecer tudo que a gente leu. Até entendo que o autor fez isso porque as crônicas foram inicialmente escritas em um jornal, e naquele espaço poderia ser que, pelo intervalo de tempo entre um texto e outro, o leitor esquecesse algumas coisas. Mas o formato de livro é outro, então acho que isso poderia ser suprimido.
Eu já havia lido o romance de Pablo Capistrano intitulado “Pequenas catástrofes”, emprestado por minha amiga Juliana. Quando fiquei sabendo que ele lançaria novo livro liguei para Ju e fomos juntos comprar o livro. Fiquei muito feliz por ter falado com o autor, e também pela dedicatória que ganhei no meu livro.
Eu, pessoalmente, me identifiquei muito com o autor, pelo futebol (e sua imponderabilidade), pela música, por gostar de ler, por ter estudado no setor II da UFRN. Só faltou eu também gostar de quadrinhos.
O Pablo deve ser um excelente professor, mas tive o grande azar de não ter sido seu aluno. O que me deixa triste é não ter tido a oportunidade de ter sido atropelado por seus ensinamentos no colégio ou na faculdade.
Há muito tempo queria ter em minhas mãos um livro desses, que me falasse de filosofia e de música. Que comentasse algo sobre o The Dave Brubeck Quartet para depois falar sobre religião. Um texto que tivesse a ousadia de escrever sobre a natureza humana e terminar citando a seguinte tirada de Montaigne: “Mesmo no mais elevado trono do mundo, continuamos sentados sobre nossos cus”.
Um livro que eu tivesse vontade de contar a todo mundo que existe, que eu vou emprestar para muita gente. Um livro que eu sei que outras pessoas também procuram, e que tive a sorte de encontrar.
Para não deixar de fazer alguma crítica ao livro, há duas coisas que não poderia deixar de comentar. O livro não tem sumário. Apesar de não ser um livro acadêmico, às vezes um sumário é bom pra gente se localizar no livro quando quer reler especificamente algo que a gente lembra que está no livro mas não sabe onde. Pelo sumário a gente tem ideia de onde está o danado daquele texto, daquela frase, daquela citação que a gente quer ler de novo. Outra coisa que vale comentário: os textos ficam fazendo referências dos outros já passados, como se entre um texto e outro desse pra esquecer tudo que a gente leu. Até entendo que o autor fez isso porque as crônicas foram inicialmente escritas em um jornal, e naquele espaço poderia ser que, pelo intervalo de tempo entre um texto e outro, o leitor esquecesse algumas coisas. Mas o formato de livro é outro, então acho que isso poderia ser suprimido.
Eu já havia lido o romance de Pablo Capistrano intitulado “Pequenas catástrofes”, emprestado por minha amiga Juliana. Quando fiquei sabendo que ele lançaria novo livro liguei para Ju e fomos juntos comprar o livro. Fiquei muito feliz por ter falado com o autor, e também pela dedicatória que ganhei no meu livro.
Eu, pessoalmente, me identifiquei muito com o autor, pelo futebol (e sua imponderabilidade), pela música, por gostar de ler, por ter estudado no setor II da UFRN. Só faltou eu também gostar de quadrinhos.
O Pablo deve ser um excelente professor, mas tive o grande azar de não ter sido seu aluno. O que me deixa triste é não ter tido a oportunidade de ter sido atropelado por seus ensinamentos no colégio ou na faculdade.
CAPISTRANO, Pablo. Simples filosofia: a história da filosofia em 47 crônicas de jornal. Rio de Janeiro: Rocco, 2009.
domingo, 8 de novembro de 2009
Recentes pesquisas indicam que...
Uma das subtâncias usadas no preparo de programas de televisão... é capaz de matar neurônios. A notícia veio de uma universidade da Coréia do Norte nesta semana. Os fãs de novelas, programas de humor dominicais e de programas de auditórios protestaram.
Existem trocentos e quinoves números de trabalhos indicando que substâncias prejudiciais ao bom funcionamento do cérebro são liberadas durante o ato de assistir programas de televisão. Entretanto, os estudos ainda não são capazes de indicar qual o motivo da liberação dessas substâncias e por que tipos de células são produzidas.
A solução é muito simples caros telespectadores: para desligar a televisão basta apertar o botão vermelho do controle remoto.
Existem trocentos e quinoves números de trabalhos indicando que substâncias prejudiciais ao bom funcionamento do cérebro são liberadas durante o ato de assistir programas de televisão. Entretanto, os estudos ainda não são capazes de indicar qual o motivo da liberação dessas substâncias e por que tipos de células são produzidas.
A solução é muito simples caros telespectadores: para desligar a televisão basta apertar o botão vermelho do controle remoto.
Pra todo mundo. Prato do mundo.
Dia 14/11, próximo sábado, vai rolar o segundo encontro da sexta edição do PRATODOMUNDO. Vai ser na Rua Coronel Cascudo, Beco da Lama. Está previsto para começar às 16h:30min. Vai rolar Tribunal Zen, Bugs e Rosa de Pedra.
Até lá.
Mais informações aqui.
Até lá.
Mais informações aqui.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Rock em chamas.

Quando escutei pela primeira vez as três músicas da Flaming Dogs tive diversas recordações da época em que Sabbath passou a fazer parte de minha vida. Guitarras sujas, riif’s pegajosos, baixos fortes e voz rasgada. Parece que distorceram até a bateria.
A banda é potiguar, mas faz músicas em inglês. Talvez as influências do que escutam sejam tão fortes que tenha sido algo natural compor em inglês. Eu não sou muito favorável a bandas brasileiras que compõem em inglês, acho que o português é uma língua muito boa para se escrever e se cantar. Mas eu entendo as bandas que compõem em inglês, porque flui muito natural compor em inglês, porque quase tudo que a gente escuta de Rock é feito em inglês.
O entrosamento da banda, na gravação, já demonstra que a performance ao vivo é muito quente. E a verdade é que eles são melhor no palco do que eu imaginava. E além disso, tocam as suas músicas com mais energia do que quando estão tocando músicas de outras bandas, o que me parece um bom sinal. Para mim, significa que gostam de tocar mais as suas próprias músicas do que as músicas dos outros. Acreditar em si mesmo já é um grande passo.
A banda é potiguar, mas faz músicas em inglês. Talvez as influências do que escutam sejam tão fortes que tenha sido algo natural compor em inglês. Eu não sou muito favorável a bandas brasileiras que compõem em inglês, acho que o português é uma língua muito boa para se escrever e se cantar. Mas eu entendo as bandas que compõem em inglês, porque flui muito natural compor em inglês, porque quase tudo que a gente escuta de Rock é feito em inglês.
O entrosamento da banda, na gravação, já demonstra que a performance ao vivo é muito quente. E a verdade é que eles são melhor no palco do que eu imaginava. E além disso, tocam as suas músicas com mais energia do que quando estão tocando músicas de outras bandas, o que me parece um bom sinal. Para mim, significa que gostam de tocar mais as suas próprias músicas do que as músicas dos outros. Acreditar em si mesmo já é um grande passo.

Ah, leia também o que Alexis escreveu sobre eles, de uma forma bem mais rude que eu poderia fazer (afinal de contas sou amigo do vocalista, o que torna parcial tudo o que escrevi sobre a banda).
Visite o site e escute as músicas da Flaming Dogs, vale a pena.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Ibsen e Coutinho.
Uma amiga, Thaís, me emprestou o livro “Um inimigo do povo” de Henrik Ibsen. Trata-se de uma peça de teatro escrita por Ibsen e apresentada em Oslo, capital da Noruega, em 1883. Achei fantástico e muito gostoso de ler.
Quando terminei fui comentar com Thaís sobre ele e ouvi: “incrível como é atual”. Realmente, com leves alterações, retrataria perfeitamente o Brasil. Trata-se de um tema universal, que atinge toda humanidade, que alerta os perigos do pensamento majoritário e da forma como a política é manejada.
Quão perigoso aquele velho pensamento: “a voz do povo é a voz de Deus”.
Recordei-me do texto de autoria de Carlos Marden Cabral Coutinho que postei aqui há certo tempo.
A inocência do Dr. Stockmann o levou a acreditar que seria o “amigo do povo”, ilusão que se foi desfazendo em meio a descobertas cada vez mais frustrantes para si e sua família. Logo passou a ser intitulado “inimigo do povo”, e então vestiu a camisa e foi bradar seu discurso em meio aos “cidadãos”. Não é difícil imaginar como termina a história. Mas o bom do texto são as constatações (intuitivas) que vão surgindo ao longo do texto.
Como é bom ler um bom livro.
Quando terminei fui comentar com Thaís sobre ele e ouvi: “incrível como é atual”. Realmente, com leves alterações, retrataria perfeitamente o Brasil. Trata-se de um tema universal, que atinge toda humanidade, que alerta os perigos do pensamento majoritário e da forma como a política é manejada.
Quão perigoso aquele velho pensamento: “a voz do povo é a voz de Deus”.
Recordei-me do texto de autoria de Carlos Marden Cabral Coutinho que postei aqui há certo tempo.
A inocência do Dr. Stockmann o levou a acreditar que seria o “amigo do povo”, ilusão que se foi desfazendo em meio a descobertas cada vez mais frustrantes para si e sua família. Logo passou a ser intitulado “inimigo do povo”, e então vestiu a camisa e foi bradar seu discurso em meio aos “cidadãos”. Não é difícil imaginar como termina a história. Mas o bom do texto são as constatações (intuitivas) que vão surgindo ao longo do texto.
Como é bom ler um bom livro.
***

Ibsen, Henrik. Um inimigo do povo. Porto Alegre: L&PM, 2007. Trad. Pedro Mantiqueira.
Assinar:
Postagens (Atom)
